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Alfredo Volpi (Lucca, Itália 1896 - São Paulo
SP 1988) muda-se com os pais de sua cidade natal para São
Paulo em 1897. Trabalha como marceneiro-entalhador e encadernador
e torna-se pintor-decorador em 1912. Realiza decoração
mural, em 1918, do Hospital Militar do Ipiranga, com o pintor
Alfredo Tarquínio. Em 1935, participa da formação
do Grupo Santa Helena com Fulvio Pennacchi, Mario Zanini, Manoel
Martins, Humberto Rosa, Clóvis Graciano, Francisco Rebolo, Rizzotti,
Ernesto De Fiori, Vittorio Gobbis, Rossi Osir e Bonadei. No
ano seguinte participa da formação do Sindicato
dos Artistas Plásticos de São Paulo.
Integra a Família Artística Paulista junto
com Rebolo, Bonadei e outros. Sua produção inicial
é figurativa, destacando-se as marinhas executadas em Itanhaém,
em São Paulo. Mantém contato com o pintor Emgydio
de Souza. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional, com trabalhos
realizados a partir dos monumentos das cidades de São
Miguel e Embu e encanta-se com a arte colonial, voltando-se para
temas populares e religiosos. Realiza trabalhos para a
Osirarte, de Rossi Osir. Passa a executar, a partir da década
de 50, composições que gradativamente caminham para
a abstração. É convidado a participar,
em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta
e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto.
Recebe em 1953 o prêmio de Melhor Pintor Nacional, dividido
com Di Cavalcanti, Prêmio Guggenheim, em 1958; melhor pintor
brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro em
1962 e 1966, entre outros.
fonte: Enciclopédia
Itaú Cultural de Artes Visuais
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