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Carlos Scliar nasce em Santa Maria, Rio Grande do Sul, em 1920.
A partir do ano de 1931 começa a colaborar nos cadernos juvenis
e infantis dos jornais Diário de Notícias e Correio
do Povo, assim como na revista do Globo de Porto Alegre e no O Jornal
do Rio de Janeiro, escrevendo e iliustrando poemas, contos e novelas.
Em 1935 participa como pintor-amador da exposição
do Centenário Farroupilha em Porto Alegre. Em 1938 é
um dos fundadores e primeiro secretário da Associação
de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Em 1940, em São
Paulo, colabora na revista Cultura. Faz sua primeira mostra individual
de pintura e integra a Família Artística Paulista.
Ganha em 1940 medalha de prata em pintura na Divisão de Arte
Moderna do Salão Nacional de Belas Artes. Em 1943 é
convocado pela FEB e em 1944 segue para a Itália. Nas horas
de folga, desenha tudo que lhe cerca: paisagens, interiores e retratos,
que mudam sua trajetória inicial como pintor. Em 1947 viaja
para Paris, França. Participa intensamente dos movimentos
na Defesa da Paz entre os Povos.
Em fins de 1950 retorna ao Brasil e se fixa em Porto alegre em busca
de suas raízes. Participa da criação do Clube
da Gravura, embrião que se espalhou pelo país e até
pelo exterior. Em 1956, no Rio de Janeiro, é convidado por
Vinícios de Moraes como consultor plástico de Orfeu
da Conceição. Em 1958 torna-se diretor de arte da
revista Senhor, considerada um marco no setor editorial brasileiro.
A partir de 1960 passa a viver exclusivamente como pintor. Realiza
inúmeras mostras individuais de pintura, desnho e gravura,
com trabalhos criados em seus ateliês de Cabo Frio e Ouro
Preto. Também integra centenas de coletivas no Brasil e no
exterior. Suas obras estão presentes em coleções
nacionais e estrangeiras.
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