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sua utilização se ampliou com propósitos comerciais: cartazes, displays,
brinquedos, tecidos e tantos outros produtos já usavam silk-screen como
processo econômico de produção de imagens coloridas. Somente por volta de
1936, graças à influência de Anthony Valonis, é que alguns artistas começaram
a perceber o potencial do silk-screen como meio de expressão artística.
Foi Carl Zigrosser, historiador de arte e curador do Museu de Arte Moderna
de Philadélfia, que pela primeira vez usou o termo "serigrafia" para identificar
as estampas desenvolvidas nessa técnica, com propósitos não comerciais.
Com isso pretendeu desvincular do nome silk-screen, já comprometido com
produções estritamente comerciais, das novas experiências de caráter artístico.
A serigrafia baseia no seguinte princípio: uma película é fixada sobre uma
tela de seda ou nylon, esticada firmemente nas extremidades de um bastidor.
A estrutura da tela deve ser tal que permita, por pressão de um rodo, ser
atravessada em sua trama pela tinta. As áreas de imprimir são "abertas"
na película. As áreas que não receberão impressão são bloqueadas por essa
mesma película ou emulsão fotográfica, quando for usado processo fotográfico
de fixação de imagem. Basicamente, na tela de nylon, cada cor tem uma matriz.
É a soma destas matrizes que organiza o projeto do qual resulta a imagem.
A serigrafia não utiliza como as demais técnicas, a prensa. Vasarely é o
exemplo de um artista que usou a serigrafia em toda sua extensão e possibilidades.
Suas estampas chegam às vezes a ter mais de 50 telas para formar uma imagem.
Certos processos mistos se apóiam nas enormes possibilidades de serigrafia.
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