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Gravura em metal
É aquela técnica que utiliza tanto
os métodos direto como indiretos para incorporar à
matriz (em geral) de cobre, latão ou zinco uma imagem com
características nitidamente peculiares a esse processo de
gravura. Nos chamados métodos diretos a mão e instrumentos
atuam sulcando a superfície. Nos métodos indiretos,
além dos instrumentos são utilizados agentes intermediários,
tais como, mordente mais seu tempo de atuação, ceras,
vernizes, redutores.

Renina Katz
No Ocidente, os ouvires e artífices em metal
foram provavelmente os primeiros gravadores e impressores de suas
placas. As primeiras gravuras em metal na Itália e na Alemanha
são portanto resultados de trabalho de artesões, cujos
projetos não eram necessariamente artísticos. Vasari
e Finiguerra (1426-1464), continuadores de uma tradição
artesanal familiar, foram os descobridores da impressão extraída
de uma placa de metal. Pollaiolo foi provavelmente o primeiro artista
italiano de destaque a usar gravura em metal como projeto artístico.
Na Alemanha, Schoungauer foi iniciador, seguido por Dürer,
cujas gravuras permanecem até hoje como modelos de aprimoramento
técnico aliado à excelente qualidade artística,
do ponto de vista de expressão. A gravura em metal foi difundida
rapidamente. Um sem números de gravadores e impressores se
desenvolveram, particularmente a partir da possibilidade de reprodução
fiel de desenhos e pinturas. A divulgação da obra
de grandes mestres teve na gravura em metal o seu grande veículo.
Por isso mesmo a gravura, como meio de expressão autônoma
começa a enfrentar o fenômeno da decadência,
que durou de 1550 a 1700. Apesar disso, alguns artistas destacam-se
nesse período, praticando a gravura em metal pelos valores
intrínsecos da técnica, do ponto de vista da força
criadora inerente à matéria. Foram Dürer, Piranesi,
Rembrandt, Callot, Horgath, Goya, Blake, entre outros mestres. Somente
no século XIX a gravura em metal ganha autonomia desligada
do simples processo de reprodução. Essa autonomia
enriquece inclusive os processos e as técnicas. Desde então
a gravura em metal entrou em franco desenvolvimento, conquistando,
nas artes gráficas, em seu lugar de destaque.
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Buril:
Sobre a chapa de metal polida, é cavado um
sulco pela ponta afiada de um buril de aço, cujo corte revela
uma secção em losango em posição de
ângulo a 45° em relação à chapa.
O instrumento é diretamente manipulado pelo artista e a incisão
é livre, de profundidade variável. O resultado é
um traço seco e nítido, sendo que na impressão
o buril oferece possibilidades de impressão em positivo e
negativo (traço em branco ou em preto).
Ponta Seca:
O artista empunha um instrumento de aço como
se fosse uma pena (caneta); sua extremidade é em ponta fina,
ao contrário do buril, que é losango. Com ela "rasgará"
a superfície, em posição de escrita; ao faze-lo,
deixará ao longo do rasgo uma fina rebarba de metal que na
impressão caracterizará essa técnica, por gerar
uma linha mais aveludada. Só é passível de
impressão em positivo.
Água-Forte:
Nesta técnica a placa é revestida
por um verniz protetor. Com um estilete, o artista executa uma imagem,
de modo a descobrir o metal. Onde o estilete retirar o verniz descobrindo
o metal, o mordente (ácido nítrico, percloreto de
ferro, mordente holandês) penetrará e atacará
o metal, nele gravando a imagem. A partir deste princípio,
a água-forte se desdobra em dezenas de variantes, tais como
água-tinta, verniz mole, maneira negra, maneira ao açúcar,
mezzotinta, processos combinados, etc. Estas variantes, além
de mordentes, utilizam outros equipamentos: ceras, breu em grãos
variados, brunidores, buris rajados, raspadores, gôndola e
vedantes de consistências variadas. O tempo em que uma chapa
é exposta à ação do mordente é
que vai definir a qualidade e intensidade dos valores de luz e sombra
e das texturas.
fonte: Texto de Maria Bonomi e Renina Katz
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