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Serigrafia
A impressão de uma estampa por processo de
estêncil é uma das mais antigas técnicas que
se conhece. Os chineses e japoneses usavam-na já em impressão
de tecidos e papéis decorativos, alcançando um extremo
requinte. No Ocidente o processo já era conhecido no século
XVI par imprimir cartas de jogar, e também como meio de colorir
xilogravuras. A impressão de estêncil era usada com
fins quase que exclusivamente ligados a produtos de artesanato e
manufatura. Na França, alcançou grande popularidade
graças a Jean Papillon, fabricante de papéis de parede.
Posteriormente sua utilização se ampliou
com propósitos comerciais: cartazes, displays, brinquedos,
tecidos e tantos outros produtos já usavam silk-screen como
processo econômico de produção de imagens coloridas.
Somente por volta de 1936, graças à influência
de Anthony Valonis, é que alguns artistas começaram
a perceber o potencial do silk-screen como meio de expressão
artística. Foi Carl Zigrosser, historiador de arte e curador
do Museu de Arte Moderna de Philadélfia, que pela primeira
vez usou o termo "serigrafia" para identificar as estampas
desenvolvidas nessa técnica, com propósitos não
comerciais. Com isso pretendeu desvincular do nome silk-screen,
já comprometido com produções estritamente
comerciais, das novas experiências de caráter artístico.
A serigrafia baseia no seguinte princípio: uma película
é fixada sobre uma tela de seda ou nylon, esticada firmemente
nas extremidades de um bastidor. A estrutura da tela deve ser tal
que permita, por pressão de um rodo, ser atravessada em sua
trama pela tinta. As áreas de imprimir são "abertas"
na película. As áreas que não receberão
impressão são bloqueadas por essa mesma película
ou emulsão fotográfica, quando for usado processo
fotográfico de fixação de imagem. Basicamente,
na tela de nylon, cada cor tem uma matriz. É a soma destas
matrizes que organiza o projeto do qual resulta a imagem. A serigrafia
não utiliza como as demais técnicas, a prensa. Vasarely
é o exemplo de um artista que usou a serigrafia em toda sua
extensão e possibilidades. Suas estampas chegam às
vezes a ter mais de 50 telas para formar uma imagem. Certos processos
mistos se apóiam nas enormes possibilidades de serigrafia.
fonte: Texto De Maria Bonomi e Renina Katz
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Roberto Burle Marx
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