Dila

Dila

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A0034

Nascimento
1939 - Humberto de Campos MA - 26 de abril

Formação
Autodidata

Cronologia
Gravadora, escultora, ilustradora, pintora

1980 - Rio de Janeiro RJ - Ilustra o livro Guriata: um cordel para menino, de Marcus Accioly

Críticas

'(...) O desejo de reencontrar a autenticidade original da arte nos leva a considerar as obras menos intelectualizadas, como as mais espontâneas. A moda dos ´naifs´, dos ingênuos ou primitivos modernos comprova tanto a necessidade de eliminação de toda cultura adquirida, quanto a busca do estado de graça infantil e a pureza espiritual, obscurecidos pela força pretensiosa da civilização. (...) No amadurecimento da execução, permanece virgem e intacta a emoção que transborda na representação do povo e de seu quotidiano. O trabalho nos campos, a colheita, as festas religiosas ou folclóricas, ruas animadas e paisagens constituem os cenários onde se movimentam seus personagens. E que personagens. Cabeças de olhos enormes e expressivos, pousadas sobre corpos de formas arredondadas, sensuais, transbordando de saúde e de vida, são pequenos deuses-faunos de uma vasta mitologia que Dila, a Fada, aciona como marionetes. Pintora do instinto e do coração, Dila nos envolve em sua magia conjurando os demônios da alienação interior e da poluição exterior'.
Dominique Edouard Baecheler
CUNHA, Carlos. A páscoa das gaivotas: panorama maranhense contemporâneo das artes plásticas. São Luís: Mirante, 1987.

'Os temas da infância, da felicidade do encanto pintar. Transpor para a tela essas lembranças e belezas da terra. Praias, belezas, estes são os assuntos de um Brasil que se vai. Só os artistas guardarão essas lembranças. Dila pintou com o coração esses temas, assuntos de um tempo que ficará nos olhos, mentes e corações sensíveis e amantes ... '
Aldemir Martins
DILA. Texto de Aldemir Martins. São Paulo: Galeria Jacques Ardies, 1989.